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Leme,06/06/2026

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Dave Logan

STAR WARS: MANDALORIANO E GROGU (2026) de JON FAVREAU -A jornada de Din Djarin e Grogu das telas do streaming para a grandiosidade dos cinemas.

Enquanto a incipiente Nova República trabalha para proteger tudo pelo que a Rebelião lutou, eles recrutam a ajuda do lendário caçador de recompensas mandaloriano Din Djarin e de seu jovem aprendiz Grogu.


STAR WARS: MANDALORIANO E GROGU (2026) de JON FAVREAU -A jornada de Din Djarin e Grogu das telas do streaming para a grandiosidade dos cinemas.



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O universo cinematográfico tem de volta, em suas telas, mais um filme de Star Wars — e isso não é algo pequeno de se pensar, já que esse universo começou exatamente dentro de uma sala de cinema com o lançamento do primeiro longa-metragem, em 1977.

Com o passar dos anos, era nítido que esse universo galáctico ganharia uma grande e profunda expansão por conta dos embates marcantes que ali residiam, mas não eram mencionados. Assim, produções de spin-offs e uma trilogia prequel viraram destaque nas rodas de conversa entre os produtores, tudo na esperança de ampliar, mais uma vez, os horizontes de Star Wars, graças à mente do criador George Lucas.

E as coisas não param por aí. O sucesso do filme Star Wars: Episódio II – O Ataque dos Clones fez com que os horizontes se expandissem ainda mais, trazendo novos personagens e uma história que faria total sentido para o núcleo de desenvolvimento da saga. Assim, The Clone Wars se tornou uma série paralela que assumiu um papel fundamental nesse universo.



Saindo do núcleo "Skywalker" e entrando no submundo dos caçadores de recompensa, em 2019, um personagem até então pouco falado ganhava uma série em live-action que prometia uma grata revelação para os fãs: O Mandaloriano.

Com três temporadas que acumulam boas histórias de caça, a narrativa de O Mandaloriano se passa cinco anos após os eventos de O Retorno de Jedi (1983). Pela força do personagem e pela boa repercussão que o "Mando" teve ao conquistar o público, Dave Filoni (produtor) e Jon Favreau (diretor) quiseram dar um passo grande e, de certa forma, interessante. O Mandaloriano conquistou o seu lugar no vasto campo cinematográfico com o seu primeiro longa-metragem, acompanhado de seu fiel aprendiz: Grogu.

O feito de migrar para as telas do cinema é um desejo que quase toda série almeja realizar. Aqui, temos o resultado de como seria a transição de um personagem da TV para um longa-metragem — não apenas no streaming, mas no cinema em geral.

This is the way.

The Mandalorian & Grogu estreou nos cinemas trazendo a glória do retorno de Star Wars às telonas, e isso não pode ser deixado de lado. Na trama, vemos o Mando seguindo sua vida como caçador de recompensas. Após aceitar um novo trabalho, ele percebe que a missão é um tanto perigosa e desafiadora: resgatar o filho do temido Jabba, o Hutt. Com um pano de fundo que mostra o Império tentando se erguer novamente, o filme se divide entre essas duas forças.



Na série, a pegada de "aventura" é muito bem-vinda; a narrativa se importa com isso e faz dela o meio principal de desenvolvimento: um verdadeiro faroeste espacial por mundos diferentes. A ideia vale a pena, mas o filme poderia ter trazido uma perspectiva nova, algo que não acontece.

No longa, a trama não se preocupa muito em aprofundar os feitos do caçador de recompensas; há apenas uma melhora no quesito produção para dar um ar de gigantismo às naves, enquanto o roteiro permanece tão episódico quanto o da série. Isso acaba transformando o longa-metragem na "Sessão da Tarde" de uma galáxia muito, muito distante.

Mas... no decorrer da projeção, faz sentido o porquê de a trama se assemelhar tanto à estrutura da TV: a ideia era ampliar os horizontes para o cinema mantendo a essência criada em 2019.

O filme começa com um grande combo de cenas de ação e aventura desenfreada que caracteriza detalhadamente as nuances do Mandaloriano. Ele é colocado exatamente onde cria sua melhor vertente, e o gancho inicial tem gás narrativo para o filme todo. Com tudo isso, a relação paterna entre Mando e Grogu ainda se mantém firme.

Diferente do protagonista, Grogu tenta de todas as formas roubar a cena no longa, na esperança de que sua "fofura" tome conta de tudo. Porém, o público quer ação, e o que vemos são muitas cenas de alívio cômico envolvendo o "Baby Yoda". A comédia é bem-vinda, mas não o tempo todo; Grogu é devidamente poderoso por conta da Força, mas é mal explorado em função das piadas. O roteiro tenta dosar o tom sério e o cômico, já que Grogu se torna o alívio visual toda vez que aparece em cena, encantando por sua inocência de criança curiosa.



Voltando ao protagonista, Pedro Pascal ainda consegue transmitir sentimentos mesmo por trás de um capacete — um feito que já era o grande destaque em 2019. Pascal traz essa bagagem para o filme e mantém toda a dinâmica e disciplina de um bom caçador de recompensas, que se mostra também um ótimo protetor para Grogu.

The Mandalorian & Grogu é um filme de aventura que resgata a essência de um bloco clássico de Star Wars. Mantém o pé no chão e permanece fiel à série, mas não ousa aprofundar a história para não se arriscar demais. Tudo o que podemos pensar sobre isso é: e se tivessem seguido outro caminho?

Das telas da TV para o cinema, e do cinema para a vasta galáxia junto ao seu fiel aprendiz, o Mandaloriano caminha por vales sombrios em suas aventuras na esperança de ser bem recompensado. Se em 2019 o personagem se glorificava por inaugurar as séries live-action da franquia, desta vez ele se consagra por ser o primeiro personagem da TV a conquistar o seu próprio longa-metragem nos cinemas de Star Wars.


NOTA DO CRÍTICO: 7.0/10





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