No Ar da Ditadura: Leme recebe livro de ex-presa sem ódio, só memória
Anistia, prisão e amor: Izelda Amaral lançou na Casa da Praça
Izelda Amaral, 1971 – antes da OBAN, depois da esperança. Arquivo pessoal / reprodução. No dia 13/09, 16h: Izelda Amaral lançou No ar da ditadura em Leme. O Leme Online cobriur – não por esquerda, nem por direita, mas por verdade. Porque quem já viu tanque na rua não quer voltar lá.
Nada de megafone, nada de faixas vermelhas ou pretas. Só cadeiras, café, e uma mulher de 78 anos que foi presa em 71. Izelda Amaral não veio pra julgar – veio pra lembrar. O livro é curto. Não é panfleto. É diário cru: choques na OBAN, amor que não apagou, anistia vista como pacto pra sangrar menos. Ela não cobra vingança – cobra memória.
Aqui no Leme Online, cobrimos sem medo de ser chamado de direitista ou esquerdista. Somos jornalistas – ponto. E se direita moderada quer ler, vai ler. Se esquerda radical quer criticar, que critique. Mas não vai apagar o passado. O evento? Círculo fechado. Leitura em voz baixa. Quem foi, levou bloco, não bandeira. Quem ouviu, levou pergunta, não grito. Porque Leme não é palco de guerra – é chão que já foi chão de prisão. E chão não esquece.
FONTES:
• Site izeldadoamaral.com.br, editora Mireveja, Flip 2025, Rosa Choque, X local.





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