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Leme,05/02/2026

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Dave Logan

VIVO OU MORTO: UM MISTÉRIO KNIVES OUT (2025) de RIAN JOHNSON - Com uma mudança de cenário, o 3o filme sabe aonde quer chegar sem se complicar demais.

O detetive Benoit Blanc conta com a ajuda de um jovem padre para investigar um crime impossível na igreja de uma cidadezinha que tem uma história sombria.

VIVO OU MORTO: UM MISTÉRIO KNIVES OUT (2025)
VIVO OU MORTO: UM MISTÉRIO KNIVES OUT (2025) de  RIAN JOHNSON - Com  uma mudança de cenário, o 3o filme sabe aonde quer chegar sem se complicar demais.

Quando o terceiro filme de uma trilogia tem o mesmo diretor que o primeiro, torna-se notória uma grata evolução em tudo o que compõe a obra — e, no universo de "Knives Out", isso não seria diferente.

VIVO OU MORTO: UM MISTÉRIO KNIVES OUT estreou nesta última sexta-feira na Netflix e traz consigo um ótimo avanço narrativo. O longa sabe conduzir um bom mistério que envolve o espectador e garante o entretenimento. Rian Johnson iniciou esta possível franquia em 2019 e, além de dirigir, nota-se que ele se diverte criando esse tipo de conteúdo; aqui, ele realmente se encontrou. Enquanto o segundo filme dá pequenas escorregadas (embora mantenha a essência do original), este terceiro longa é, de fato, o melhor até então.



E o que faz de VIVO OU MORTO o ápice da série? Dentro do universo de "True Crime" ou das ficções de mistério — a busca pela verdade em um crime sem suspeitos —, o terceiro capítulo ousa mudar seus ares ao adaptar essa atmosfera para dentro de uma igreja. Temos uma contradição inocente e justa em tela: dentro da "casa do Criador", jaz sangue derramado.

A história se desenrola e se enreda novamente para manter a tensão de culpa, curiosidade e medo. Dentro do convento, a fé começa a falhar quando o ódio se torna mais visível. Os fiéis acusam um padre de ter matado outro, mas como? É aqui que entra em cena o detetive Benoit Blanc, interpretado magistralmente mais uma vez por Daniel Craig. Blanc sente que este caso pode ser sua nova obsessão e, por vontade própria, decide ajudar o Padre Jud (Josh O'Connor) a livrar-se da acusação.

Neste ponto, o filme ganha fôlego narrativo. A montagem trabalha de forma mais intensa que as demais camadas para transformar a trama em um "quebra-cabeça", guiando o espectador por um roteiro interessante que se estabelece com sucesso logo no início.



O mistério está no ar: quem é o verdadeiro criminoso e quem deve levar a culpa? Essas perguntas são padrões no gênero, mas precisam ser bem conduzidas para que tenhamos um filme no nível de Knives Out. Caso o roteiro não atendesse a esses quesitos, teríamos apenas um filme básico incapaz de se resolver, apesar dos bons exemplos passados.

Com a mesma personalidade empolgada dos filmes anteriores, Blanc retorna com uma sutileza aprimorada — uma mistura ideal de Sherlock Holmes e Lupin. Não podemos deixar de lado a performance vocal de Daniel Craig, que visivelmente se diverte no papel.



A história é genial? Talvez não, mas com uma produção que soube elevar o conceito de mistério de forma justa, o filme satisfaz quem busca uma história bem contada. Com um elenco ousado e versátil, a trama foca na coesão: tanto os novos talentos quanto os veteranos dividem a tela de maneira equilibrada, mostrando parceria em vez de competitividade.

Afinal, VIVO OU MORTO: UM MISTÉRIO KNIVES OUT é bom? Sim. O filme cumpre sua missão de entreter por algumas horas. Mesmo com uma montagem delicada, a história não se torna excessivamente complexa, pois o objetivo do diretor não é esse. O que está em jogo é provar que o mistério no cinema está longe de acabar, e "Knives Out" é a prova viva disso.

VIVO OU MORTO: UM MISTÉRIO KNIVES OUT está disponível na Netflix. Boa sessão!



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