Dave Logan
DEVORADOR DE ESTRELAS (2026) de PHIL LORD, CHRIS MILLER - Uma missão para salvar o Sol e encontrar a humanidade no vazio do universo.
O professor de ciências Ryland Grace acorda em uma nave espacial sem nenhuma lembrança de quem é ou como chegou lá. Conforme sua memória retorna lentamente, ele logo descobre que deve resolver o enigma por trás de uma misteriosa substância que está fazend
Um dos filmes mais esperados deste ano já está em todos os cinemas. Devorador de Estrelas é o tipo de obra que sabe conduzir várias subtramas simultaneamente sem que uma atrapalhe a outra, resultando em um filme prazeroso de assistir devido à sua premissa de salvamento — tanto global quanto pessoal.
Ryan Gosling, em 2018, já havia protagonizado um filme com um pé na ficção científica: O Primeiro Homem, onde interpretou Neil Armstrong, o primeiro homem a pisar na Lua. Voltando para 2026, seu novo longa teve uma excelente recepção graças à sua narrativa. Devorador de Estrelas foca mais na necessidade de companhia do que propriamente na exploração espacial.
Imagine se o Sol começasse a perder sua luz? Como seria a vida na Terra por conta disso? É isso que o roteiro aborda: como é possível salvar o Sol? O protagonista, um professor de ciências, acorda de repente dentro de uma nave espacial rumo ao desconhecido, sem se lembrar de como foi parar ali. Conforme suas lembranças retornam lentamente, Ryland Grace descobre que sua missão é muito maior do que imaginava — ele precisa salvar o sistema solar.

Com um pano de fundo que remete a 2001: Uma Odisseia no Espaço, o longa aborda a busca por algo tanto no interior do personagem quanto no exterior, deparando-se com um vasto universo. Tudo vira de cabeça para baixo quando ele encontra outra nave — absurdamente maior —, o que faz com que Grace sinta um medo que não experimentava há muito tempo. Embora a missão já fosse de risco, a proximidade com uma nave desconhecida poderia apresentar um perigo extra, mas não é o que acontece.
Dentro daquela imensa nave reside uma criatura feita de rocha que acaba se tornando amiga de Grace. Essa amizade cura a solidão que ambos enfrentavam em suas respectivas naves; uma irmandade nasce ali, fruto do medo e da incerteza. Grace o nomeia como "Rocky" — por ele ser uma rocha. Ambos estão ali pelo mesmo motivo e, através disso, fundem seus conhecimentos para salvar o universo e se aventurar pelo espaço.

Devorador de Estrelas possui uma grande abrangência ao explorar diversos temas, o que deixa a trama recheada. Cada acontecimento serve de motivo para que Rocky e Grace se aproximem, tornando-se verdadeiros amigos.
Com uma construção de personagem divertida, Grace se mostra um excelente piadista, tanto na Terra — antes da missão — quanto no espaço. Seu senso de humor é um mecanismo de defesa para não entrar em desespero diante do cenário em que se encontra: sozinho em uma nave convivendo com um alienígena, lembrando o filme O Astronauta (2024), protagonizado por Adam Sandler.
Contendo uma narrativa que exemplifica com maestria o valor da amizade, Devorador de Estrelas mostra-se mais do que apenas um filme de viagem espacial. Ele se consolida como uma busca pelo fim da solidão, celebrando a amizade improvável e a redenção pessoal dentro de uma missão de escala universal.
NOTA DO CRÍTICO: 8.0/10




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