Conta de luz pode subir no inverno: pequenos hábitos dentro de casa fazem diferença
Banhos mais quentes e demorados, iluminação ligada por mais tempo e uso inadequado de eletrodomésticos podem pesar no orçamento; mudanças simples ajudam a controlar o consumo.
Banhos mais quentes e demorados estão entre as mudanças de hábito que podem aumentar o consumo de energia durante os meses frios. O inverno traz uma armadilha doméstica bastante conhecida: a temperatura cai e a conta de energia pode seguir o caminho contrário. Banhos mais demorados e com o chuveiro na potência máxima, maior utilização da iluminação e alguns eletrodomésticos funcionando por mais tempo ajudam a explicar por que o consumo pode crescer justamente nos meses mais frios.
Não é preciso comprar um novo eletrodoméstico para perceber diferença na conta de energia durante o inverno. Muitas vezes, são os mesmos equipamentos da casa sendo utilizados de maneira diferente.
O exemplo mais evidente está no banheiro. Com o frio, é natural aumentar a temperatura do chuveiro e prolongar alguns minutos o banho. O conforto é imediato. O efeito na conta só será percebido semanas depois.
O chuveiro elétrico merece atenção justamente por combinar potência elevada com utilização diária. A recomendação das empresas do setor é simples: diminuir o tempo do banho e, quando a temperatura permitir, evitar utilizar permanentemente a regulagem mais quente.
Parece pouco. Multiplique, porém, alguns minutos extras pelo número de moradores da casa, pelos banhos tomados durante o mês e pela potência do aparelho. A conta começa a explicar a si mesma.
Geladeira também merece atenção
A geladeira funciona 24 horas por dia e, por isso, pequenos problemas podem representar desperdício contínuo. Abrir a porta repetidamente, deixá-la aberta enquanto se escolhe o que retirar, colocar alimentos ainda quentes no interior do equipamento ou manter a borracha de vedação em más condições são hábitos que obrigam o aparelho a trabalhar mais.
Também é importante deixar espaço adequado para ventilação e seguir as orientações do fabricante para regulagem da temperatura.
Aproveitar a luz ainda é uma das soluções mais simples
Os dias de inverno são mais curtos e isso pode significar mais tempo de iluminação artificial dentro das residências. Sempre que possível, abrir cortinas e janelas e aproveitar a iluminação natural ajuda a diminuir esse consumo. Apagar as lâmpadas ao deixar ambientes vazios continua sendo uma providência óbvia — e justamente por ser tão óbvia costuma ser esquecida. Lâmpadas eficientes também ajudam, especialmente nos pontos da casa que permanecem acesos durante períodos maiores.
Cuidado com aquecedores e outros equipamentos
Em períodos mais frios, aquecedores podem entrar em funcionamento por várias horas. Secadoras de roupa e outros aparelhos também podem passar a ser utilizados com maior frequência. O consumidor não precisa abrir mão do conforto. Precisa saber quanto custa produzi-lo.
Concentrar tarefas, evitar equipamentos funcionando sem necessidade e desligá-los quando não estiverem sendo utilizados são medidas simples que, somadas ao longo do mês, fazem diferença.
E não é apenas o consumo
O consumidor também deve prestar atenção às bandeiras tarifárias. Elas são utilizadas para indicar as condições de geração de energia no país. Dependendo da bandeira vigente, cada quilowatt-hora consumido pode carregar um valor adicional. Por isso, duas contas com consumo semelhante não necessariamente terão exatamente o mesmo valor em períodos diferentes.
Economia não significa viver no escuro
Há uma velha tentação quando a conta sobe: procurar um grande culpado. Nem sempre ele existe.
O desperdício doméstico costuma ser democrático. Um pouco está no banho mais demorado. Outro tanto na luz esquecida. Mais um pouco na geladeira aberta sem necessidade ou naquele aparelho que continua funcionando quando ninguém precisa dele.
Separadamente, parecem detalhes. Na conta do fim do mês, chegam todos juntos. A melhor estratégia continua sendo observar os hábitos da família e eliminar desperdícios sem transformar economia em desconforto. Energia elétrica foi feita para ser usada. Desperdício é que não precisa ser pago.
Fonte da matéria
Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL); Enel Distribuição São Paulo — orientações de consumo consciente e economia de energia no inverno.





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