Dave Logan
DIA D (2026) de STEVEN SPIELBERG - Entre grandes ideias de David Koepp e tropeços de ritmo, novo longa do diretor troca o deslumbramento alienígena pelo controle da informação.
Disclosure Day é um filme norte-americano de ficção científica e suspense de 2026, dirigido e produzido por Steven Spielberg, a partir de um roteiro de David Koepp baseado em uma história do próprio Spielberg. O longa apresenta um elenco que inclui Emily

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ANÁLISE:
"A verdade está lá fora." Essa frase basicamente simboliza a questão de uma busca incansável por algo. É nisso que a vida de Fox Mulder e Dana Scully em Arquivo X se baseia: em buscar tudo o que o governo omite. Olhar para fora e pensar nos segredos por trás de tudo é uma forma de analisar mais a fundo determinadas pautas e questões, como o caso de vida fora da Terra, em que todos gostariam de saber se existe ou não. Mas... a verdade está lá fora? Ou está dentro de alguns arquivos do governo?
O primeiro filme a retratar um extraterrestre foi, por conseguinte, o pioneiro da ficção científica: Viagem à Lua, de 1902, de Georges Méliès. Os anos passam e esse assunto não só cresce no cinema, mas também no mundo. Caçadores de OVNIs e teóricos da conspiração alegam firmemente relatos sobre contatos.
Dentro do cinema, mesmo sendo grande, a perspectiva em cima desse assunto ainda é pequena, pois, assim como o universo, a ufologia é vasta. Na década de 70, um jovem diretor decidiu contar um pouco de sua visão sobre esse assunto (que cremos que pode ser uma de suas paixões). Steven Spielberg coloca a mão na massa quando mostra ao mundo seu longa-metragem Contatos Imediatos do Terceiro Grau, de 1977, no qual consegue extrair uma capacidade visceral sobre relatos de abdução e, principalmente, a aparição de seres de outro mundo no nosso.

O ser pequeno, verde e de olhos enormes começa a ter a sua fama no campo "Spielberg" do cinema e também pela visão de outros diretores. Quando E.T. – O Extraterrestre foi lançado, todos queriam um alien como amigo (da mesma forma que todos sonham que seus brinquedos tenham vida, por causa de Toy Story). Para o entusiasta curioso em saber mais sobre a vida de um dos grandes diretores, sabe-se que a história de E.T., de Steven, veio diretamente de seu amigo imaginário da infância.
Spielberg volta para o cinema nesse ano de 2026, mas não é só isso... seu novo filme traz de volta a sua essência de contação de histórias sobre a ufologia e os segredos que partem disso. Dia D está em todos os cinemas para mostrar um pouco sobre o assunto oculto dos seres de outros planetas.
O MUNDO PRECISA SABER!
Dia D nasceu parcialmente pela questão da teoria da conspiração em que o governo e o Departamento de Defesa omitem segredos sobre vida fora da Terra. Um homem consegue roubar essas valiosas informações e decide revelá-las ao mundo. Sendo assim, do outro lado do mundo, uma jornalista começa a manifestar dons surreais que são transmitidos ao vivo, gerando uma grande repercussão.
Passando-se mais como um recorte de espionagem e investigação, o novo longa não se importa com a imagem dos aliens, mas sim com a importância de informações em mãos erradas, em que o pano de fundo se torna a ufologia. Dito isso, o desenvolvimento começa a perder força quando a narrativa também perde, pelo fato de que Dia D, em certos momentos, se torna perdido em si mesmo.
Com vários caminhos a serem seguidos, o roteiro escrito por David Koepp sempre opta pelo mais fácil, já que o mais difícil é ser algo contundente para si mesmo. Dia D sofre com esses processos de transição de um assunto para outro. O início, ou o gancho desse longa, é um emaranhado de boas ideias jogadas em cena que acelera demais a sua própria história; e manter esse ritmo não mudaria o fato de que Dia D necessita de mais tempo de tela.

A ideia que esse longa estuda dá força para tudo em que o filme peca, porque, de certa forma, Dia D é mais do que uma revelação sobre algo: o filme é um mecanismo de fé na humanidade e na dúvida da reação em cadeia que isso possa causar. Dentro das entrelinhas, é nítido ver a pontada de negacionismo que Dia D elabora por conta de esconder tudo.
Em relação ao conceito de "fé" que Dia D traz consigo, essa pequena pauta acaba se tornando uma coisa importante — ainda mais por compreender a visão do diretor nesse assunto. Spielberg acredita na fé em relação à humanidade e aborda isso nesta questão: a fé é muito mais que uma crença ou uma religião; a fé é sentir e querer lutar pelo que é certo, pela paz e pela verdade em si.
A VERDADE É DE TODOS, PERTENCE A TODOS
Quando a corrida contra o tempo começa a ter peso, Dia D se garante no enredo de mistério, mas peca no desenvolvimento disso, deixando a essência como algo perdido e com medo do destino. Vindo de Spielberg, fica meio difícil de acreditar em como esse filme estagna em determinado ponto.

A revelação poderia se tornar uma coisa boa? Poderia mudar o mundo como ele é? Durante a perseguição do governo contra Margaret (Emily Blunt) e Daniel (Josh O'Connor), essa dúvida começa a surgir sobre como a humanidade vai reagir diante disso. E é aqui que vemos a importância da mídia em respectivos assuntos: o poder é grande.
A tecnologia que o governo esconde parte diretamente dos aliens que nos visitam desde os anos 30. O mecanismo de evolução humanitária a partir disso se torna um poder que nem todos suportariam e, mesmo assim, ainda ousam usar para "o bem maior", que, no caso, é o banimento dessa revelação.

Que o governo esconde algo, todo mundo sabe. Mas o que poderia ser? E como eles poderiam revelar isso? Dia D se baseia nisso, nessas hipóteses sobre perguntas que escondem a resposta, enquanto sempre alguém tenta mudar isso. Para quem vai ao cinema esperando uma sessão pipoca dos filmes de ET, acaba se deparando com um Spielberg diferente, que abrange a politicagem como uma influência grande em assuntos ainda maiores, que arrisca mostrar alguns breves fragmentos da verdade mundana dentro desses assuntos — e, principalmente, a corrida para isso tudo acontecer.
Com um começo totalmente acelerado, um meio estagnado e uma conclusão até que fácil, Dia D convence o espectador pela produção bem-feita, pela fotografia e, principalmente, pela ideia que o roteiro fornece: uma busca constante pela revelação de algo de suma importância, que impõe questões sobre fé e moralidade social. Mesmo não sendo um de seus melhores filmes, o novo lançamento de Steven Spielberg se sustenta por pautas em que todo mundo, alguma vez na vida, já pensou: Aliens existem? O que o governo esconde?
NOTA DO CRÍTICO: 7.0/10




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